O que a estação manda
A sazonalidade é um dos pilares menos visíveis, mas mais determinantes deste padrão alimentar. Cozinhar com o que a terra e o mar oferecem em cada época, diz André Matos, “permite obter receitas com mais sabor, melhor textura e, frequentemente, uma melhor relação qualidade-preço.” Respeitar os ciclos naturais dos ingredientes “tem também uma dimensão de sustentabilidade”, pois reduz o desperdício e promove uma utilização mais responsável dos recursos.
Há ingredientes mediterrânicos com enorme potencial que os portugueses ainda subvalorizam. O chef destaca três: o tremoço, “nutritivo, versátil e muito alinhado com os princípios deste padrão alimentar, mas que continua muitas vezes limitado a momentos de consumo ocasionais”; a alfarroba e a bolota, “dois ingredientes que merecem ser redescobertos”, com grande potencial gastronómico em sopas, farinhas e purés, “contribuindo para uma alimentação mais diversificada.”